Tem que ler: Martha Medeiros

Olá leitoras e leitores. Estou de volta com a tag "tem que ler". E ela é pra lá de especial pois contei com a ajuda do meu q...



Olá leitoras e leitores. Estou de volta com a tag "tem que ler". E ela é pra lá de especial pois contei com a ajuda do meu querido amigo Izaías Amaral para escrevê-la. Hoje irei falar de Martha Medeiros.
Martha veio ao mundo na cidade de Porto Alegre, em 20 de agosto de 1961, é graduada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUC do Rio Grande do Sul. Trabalhou como diretora e redatora em várias agências por treze anos. Mas quando se mudou para o Chile devido a um convite de trabalho que o marido recebeu, é que passou a se dedicar exclusivamente a arte de harmonizar as palavras.
Possui mais de 20 obras publicadas entre poesias, crônicas, romances, ficção e literatura infanto-juvenil. É colunista nos jornais O Globo (RJ), Zero Hora (RS) e Diário Catarinense (SC). E colaboradora das revistas Cláudia e Viagem, da editora Abril.
Com uma escrita dinâmica e espontânea Martha trata em suas crônicas dos mais variados assuntos. Elas refletem seu cotidiano bem como as vivências que experimenta. Todo tema ganha vida a luz de sua interpretação, em especial as particularidades da relação a dois e o tão necessário amor próprio.  Cultura e comportamento também se destacam em sua obra, diz o que precisa ser dito com leveza e naturalidade, e com uma firmeza argumentativa que lhe é peculiar.
Em uma de suas crônicas mais famosas, “A morte devagar”, Martha nos conduz a uma íntima reflexão sobre o comodismo, fazendo uma profunda e brilhante analogia sobre o mal de se cultivar velhos hábitos e nunca se permitir correr riscos. A autoria desta crônica foi atribuída ao consagrado poeta chileno Pablo Neruda durante bastante tempo, mas a beleza contundente deste texto é obra de Martha Medeiros.
O romance Divã, que foi sua estreia na ficção, tornou-se peça de teatro e foi adaptado para o cinema, ambos estrelados pela atriz Lília Cabral no papel de Mercedes, uma mulher de meia idade, esposa, mãe e que em face dos tantos conflitos da vida enxerga a necessidade de reavaliar sua presença nesse mundo a luz da psicanálise. Todavia acaba se percebendo menos realizada do que esperava com o tratamento. O êxito desta obra fez com que mais tarde fosse adaptada para a televisão. 
Martha dialoga conosco com notória capacidade de nos encantar e inspirar. Participe você também dessa boa conversa, leia Martha Medeiros. 

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